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sábado, 10 de outubro de 2009

O livro de Levítico pode instruir o cristão?

               Sob a ótica legalista diríamos que Levítico trata das leis relacionadas com os ritos, sacrifícios e serviços do sacerdócio levítico. É um verdadeiro manual do sacerdote levita. Porém, sob a ótica cristã afirmamos que Levítico é o legado de Deus para revelação da religiosidade dentro do plano salvífico da humanidade, pois o livro ensina e estimula, de um modo pessoal, para que os homens se preparem para uma vida religiosa em comunhão com um Deus santo [Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao Senhor... (1:2)], daí, ao mesmo tempo em que é dirigido à coletividade é também um livro pessoal que ensina a reverência e a santificação, condição necessária para se desfrutar da comunhão com Deus.
               Se em uma lição remota as prescrições de Levíticos traçam a ritualística para os sacrifícios em adoração a Deus e o desenvolvimento de uma vida em santidade, ao desvendar os propósitos Divino, a lição próxima nos ensina a olhar para além do ritual de sacrifício estabelecido em Levítico, pois aponta para um “Cordeiro de Deus” perfeito, capaz de restaurar perpetuamente a comunhão entre Deus e o homem, pois no Holocausto e na Oferta pelo Pecado, é revela não só a sentença de Deus sobre o pecado, mas também a graça de Deus em aceitar um remidor inocente [Cristo] pelo pecado daquele que deveria pagar suas dívidas, assim, no dizer de Paul Hoff, em sua obra O Pentateuco, “As leis e as instituições de Levítico faziam os israelitas tomar consciência de sua pecaminosidade e de sua necessidade de receber a misericórdia divina; ao mesmo tempo, o sistema de sacrifícios ensinava-lhes que o próprio Deus provia o meio de expiar seus pecados e de santificar sua vida”.
               Desta forma tenho que Levítico é o preceptor, aio ou mestre da adoração, da reverência, da santificação e da comunhão dos homens com Deus em Cristo Jesus.

O livro de Levítico pode instruir o cristão?


               Sob a ótica legalista diríamos que Levítico trata das leis relacionadas com os ritos, sacrifícios e serviços do sacerdócio levítico. É um verdadeiro manual do sacerdote levita. Porém, sob a ótica cristã afirmamos que Levítico é o legado de Deus para revelação da religiosidade dentro do plano salvífico da humanidade, pois o livro ensina e estimula, de um modo pessoal, para que os homens se preparem para uma vida religiosa em comunhão com um Deus santo [Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao Senhor... (1:2)], daí, ao mesmo tempo em que é dirigido à coletividade é também um livro pessoal que ensina a reverência e a santificação, condição necessária para se desfrutar da comunhão com Deus.



               Se em uma lição remota as prescrições de Levíticos traçam a ritualística para os sacrifícios em adoração a Deus e o desenvolvimento de uma vida em santidade, ao desvendar os propósitos Divino a lição próxima nos ensina a olhar para além do ritual de sacrifício estabelecido em Levítico, pois aponta para um “Cordeiro de Deus” perfeito, capaz de restaurar perpetuamente a comunhão entre Deus e o homem, pois no Holocausto e na Oferta pelo Pecado, é revela não só a sentença de Deus sobre o pecado, mas também a graça de Deus em aceitar um remidor inocente [Cristo] pelo pecado daquele que deveria pagar suas dívidas, assim, no dizer de Paul Hoff, em sua obra O Pentateuco, “As leis e as instituições de Levítico faziam os israelitas tomar consciência de sua pecaminosidade e de sua necessidade de receber a misericórdia divina; ao mesmo tempo, o sistema de sacrifícios ensinava-lhes que o próprio Deus provia o meio de expiar seus pecados e de santificar sua vida”.



               Desta forma tenho que Levítico é o preceptor, aio ou mestre da adoração, da reverência, da santificação e da comunhão dos homens com Deus em Cristo Jesus.

domingo, 20 de setembro de 2009

O declínio da pregação contemporânea

John F. MacArthur, Jr.




Resumo, por André Luiz Gomes Schröder.

 


O artigo apresenta em seu foco inicial a influência que a televisão exerce sobre a sociedade, vez que é um veículo que se dedica ao entretenimento, as propagandas apelam às emoções e promove uma visão surrealista do mundo ao mesclar a vida real com a ilusão, resultando em uma banalização da verdade.





A partir da análise do pensamento de Neil Postman, argumenta que a televisão mutila a capacidade de pensar e reduz a aptidão para a verdadeira comunicação ao transmitir informações irrelevantes, teatral, que não desafiam a pensar e faz perder a tolerância de aprender.



Ressalta que no mesmo diapasão há um declínio da pregação, pois em nossos dias é valorizado o evangelista que exagera as emoções e traz uma pregação superficial, porém breve e estimulante, voltada para o  entretenimento e que estimula o ouvinte a um frenesi, sem se importar com o ensino, a repreensão, correção ou educação na justiça, sendo que muitos pregadores já consideram o ensino de doutrinas como algo indesejável e sem utilidade prática, sob o argumento de que  as pessoas não recordam aquilo que foi pregado. Daí, é perda de tempo ouvir  sermões demorados.



Conclui dizendo que a pregação entretenimento é uma completa acomodação a uma sociedade educada pela televisão. Revela pouca preocupação com a verdade. É contrária às escrituras e o grande desafio de um pastor contemporâneo é  alcançar pessoas que se mostram indispostas e incapazes de ouvir com atenção e raciocínio exposições da verdade divina.




Leia a íntegra do artigo em: http://www.monergismo.com/textos/pregacao/pregacao_mac.pdf

O declínio da pregação contemporânea

John F. MacArthur, Jr.




Resumo, por André Luiz Gomes Schröder.

 


O artigo apresenta em seu foco inicial a influência que a televisão exerce sobre a sociedade, vez que é um veículo que se dedica ao entretenimento, as propagandas apelam às emoções e promove uma visão surrealista do mundo ao mesclar a vida real com a ilusão, resultando em uma banalização da verdade.





A partir da análise do pensamento de Neil Postman, argumenta que a televisão mutila a capacidade de pensar e reduz a aptidão para a verdadeira comunicação ao transmitir informações irrelevantes, teatral, que não desafiam a pensar e faz perder a tolerância de aprender.



Ressalta que no mesmo diapasão há um declínio da pregação, pois em nossos dias é valorizado o evangelista que exagera as emoções e traz uma pregação superficial, porém breve e estimulante, voltada para o  entretenimento e que estimula o ouvinte a um frenesi, sem se importar com o ensino, a repreensão, correção ou educação na justiça, sendo que muitos pregadores já consideram o ensino de doutrinas como algo indesejável e sem utilidade prática, sob o argumento de que  as pessoas não recordam aquilo que foi pregado. Daí, é perda de tempo ouvir  sermões demorados.



Conclui dizendo que a pregação entretenimento é uma completa acomodação a uma sociedade educada pela televisão. Revela pouca preocupação com a verdade. É contrária às escrituras e o grande desafio de um pastor contemporâneo é  alcançar pessoas que se mostram indispostas e incapazes de ouvir com atenção e raciocínio exposições da verdade divina.




Leia a íntegra do artigo em: http://www.monergismo.com/textos/pregacao/pregacao_mac.pdf

sábado, 19 de setembro de 2009

A música gospel no contexto da sociedade brasileira


  É cada vez maior o número de líderes religiosos e “conjuntos, grupos e bandas” que se dedicam à gravação de mídias com música gospel. Tal fenômeno tem influenciado a música brasileira, porém ainda de modo tímido. Em uma visão hermenêutica, e com o fim de provocar uma análise sincera, indagamos: 

A difusão da música gospel, até mesmo por rádios não evangélicas, se dá por um movimento de sincretismo e ecumenismo ou em atendimento a um apelo por uma musicalidade sem exaltação à sensualidade contida na música brasileira atual? 

A musicalidade praticada é para satisfação psicológica humana ou para louvor da divindade? 

A mercantilização das bandas gospel é reprovável ou assemelha-se à família de Asafe, o levita? 

O propósito é a criação de um nicho profissional e mercantil ou é o louvor a Deus? 

A que interessa a manutenção ou extinção de tal modelo?




André Luiz Gomes Schröder



A música gospel no contexto da sociedade brasileira


  É cada vez maior o número de líderes religiosos e “conjuntos, grupos e bandas” que se dedicam à gravação de mídias com música gospel. Tal fenômeno tem influenciado a música brasileira, porém ainda de modo tímido. Em uma visão hermenêutica, e com o fim de provocar uma análise sincera, indagamos: 

A difusão da música gospel, até mesmo por rádios não evangélicas, se dá por um movimento de sincretismo e ecumenismo ou em atendimento a um apelo por uma musicalidade sem exaltação à sensualidade contida na música brasileira atual? 

A musicalidade praticada é para satisfação psicológica humana ou para louvor da divindade? 

A mercantilização das bandas gospel é reprovável ou assemelha-se à família de Asafe, o levita? 

O propósito é a criação de um nicho profissional e mercantil ou é o louvor a Deus? 

A que interessa a manutenção ou extinção de tal modelo?




André Luiz Gomes Schröder



O impacto da cidade, como espaço religioso, sobre a fé cristã





O ambiente capitalista em que são construídas as novas cidades determina novos valores para os homens. Valores construídos a partir do individualismo, dada a abrangência das múltiplas relações que se tornam superficiais com a ruptura da comunhão pela impossibilidade de se estabelecer tantos relacionamentos quanto o número de pessoas que estão “próximas”, pois nas metrópoles há o alargamento das distâncias entre trabalho-moradia, casa-amizades, igreja-família e outros, o que descaracteriza a vizinhança, desfazem-se as relações primárias e espontâneas, o que desqualifica os amigos, impõem-se as relações secundárias e funcionais, o que cria os colegas e os invisíveis, afetados pela indiferença.


Na prevalência de tal multiplicidade de relacionamentos superficiais cria-se o isolacionismo, pois não há vínculo com o próximo e este se torna um objeto ambulante, dada a falta do vínculo afetivo, daí a indiferença, o narcisismo, a autosuficiência e o egoísmo.


O ambiente urbano contribui para o isolacionismo ao criar espaços cada vez mais coletivos e quando subsiste o espaço individual, é espaço de isolamento. Para atender os espaços coletivos, rapidamente são destruídos os espaços antigos, cultural e religiosamente significativos.


É intrigante a leitura que o Pe J.B Libanio faz sobre o tema em seu artigo “A igreja na cidade”, ao argumentar que :


“a destruição dos espaços tradicionais afetou diretamente a pastoral e o imaginário religioso. O nosso inconsciente é feito de sons e cheiros, de toques e gostos, de visões e sentimentos, percebidos e armazenados. E toda vez que uma tecla os provoca, brotam as experiências passadas. Ora, o inconsciente religioso forma-se, no campo e nas pequenas cidades, com os incensos das igrejas, o dobrar dos sinos, o corte majestoso da igreja paroquial, o murmúrio das preces, o arrastar-se das procissões ao som estridente das bandas, o soar dos órgãos ou harmônios, a voz decidida e preceptiva do vigário. A grande cidade tem o condão de silenciar-lhe todos esses estímulos. Mais profunda ainda se dá a mudança, ao atingir a própria lógica espacial da cidade. Quando se diz vulgarmente que o shopping assumiu o lugar da catedral não se traduz simplesmente uma percepção visual. Revela tal fato a nova lógica espacial da grande cidade que afeta intimamente o universal religioso e de valores das pessoas. Com efeito, a centralidade da igreja matriz da pequena cidade refletia a posição de destaque do Transcendente na vida das pessoas e da sua mediação histórica institucional da Igreja. O shopping desloca o Transcendente religioso para o interior das pessoas, para fora do campo visual, cercando o mercado, a mercadoria, com o esplendor e a beleza, que antes vestiam os ritos religiosos.” (Disponível em: http://www.jblibanio.com.br/modules/wfsection/article.php?articleid=221)



Em um quadro de isolamento coletivo o homem é provocado pelo instinto animal da luta pela sobrevivência, orientado por uma ideologia de sucesso, eficácia, desempenho, competitividade, excelência e qualidade total para ser o melhor, “se lixando” (lembrando a expressão do deputado Sérgio Moraes, homem público que busca o individualismo) pelo que os outros estão passando e acaba por embriagar-se em um consumismo compulsivo, consumismo que comanda os desejos do homem e ocupa o inconsciente da religiosidade. Daí a necessidade de despertar o homem para a lógica da fé que orienta o homem para uma prática cristã voltada para o amor ao próximo, que aniquila a indiferença e o individualismo, pois a lógica do evangelho é firmada no conceito comunitário e de koinonia, o que impõe à prática pastoral um discurso contrário à lógica urbana do individualismo.


André Luiz Gomes Schröder 


O impacto da cidade como espaço religioso sobre a fé cristã






O ambiente capitalista em que são construídas as novas cidades determina novos valores para os homens. Valores construídos a partir do individualismo, dada a abrangência das múltiplas relações que se tornam superficiais com a ruptura da comunhão pela impossibilidade de se estabelecer tantos relacionamentos quanto o número de pessoas que estão “próximas”, pois nas metrópoles há o alargamento das distâncias entre trabalho-moradia, casa-amizades, e outros, o que descaracteriza a vizinhança, desfaz-se as relações primárias e espontâneas, o que desqualifica os amigos, impõem-se as relações secundárias e funcionais, o que cria os colegas e os invisíveis, afetados pela indiferença.



Na prevalência de tal multiplicidade de relacionamentos superficiais, cria-se o isolacionismo, pois não há vínculo com o próximo e este se torna um objeto ambulante dada a falta do vínculo afetivo, daí a indiferença, o narcisismo, a autosuficiência e o egoísmo.



O ambiente urbano contribui para o isolacionismo ao criar espaços cada vez mais coletivos e quando há o espaço individual é espaço de isolamento. Para atender tais espaços coletivos, rapidamente são destruídos os espaços antigos, cultural e religiosamente significativos.



É intrigante a leitura que o Pe J.B Libanio faz sobre o tema em seu artigo “A igreja na cidade”, ao argumentar que :


“a destruição dos espaços tradicionais afetou diretamente a pastoral e o imaginário religioso. O nosso inconsciente é feito de sons e cheiros, de toques e gostos, de visões e sentimentos, percebidos e armazenados. E toda vez que uma tecla os provoca, brotam as experiências passadas. Ora, o inconsciente religioso forma-se, no campo e nas pequenas cidades, com os incensos das igrejas, o dobrar dos sinos, o corte majestoso da igreja paroquial, o murmúrio das preces, o arrastar-se das procissões ao som estridente das bandas, o soar dos órgãos ou harmônios, a voz decidida e preceptiva do vigário. A grande cidade tem o condão de silenciar-lhe todos esses estímulos. Mais profunda ainda se dá a mudança, ao atingir a própria lógica espacial da cidade. Quando se diz vulgarmente que o shopping assumiu o lugar da catedral não se traduz simplesmente uma percepção visual. Revela tal fato a nova lógica espacial da grande cidade que afeta intimamente o universal religioso e de valores das pessoas. Com efeito, a centralidade da igreja matriz da pequena cidade refletia a posição de destaque do Transcendente na vida das pessoas e da sua mediação histórica institucional da Igreja. O shopping desloca o Transcendente religioso para o interior das pessoas, para fora do campo visual, cercando o mercado, a mercadoria, com o esplendor e a beleza, que antes vestiam os ritos religiosos.” (Disponível em: http://www.jblibanio.com.br/modules/wfsection/article.php?articleid=221)





Em um quadro de isolamento coletivo, o homem é provocado pelo instinto animal da luta pela sobrevivência, orientado por uma ideologia de sucesso, eficácia, desempenho, competitividade, excelência e qualidade total para ser o melhor sem “se lixar” (lembrando a expressão do deputado, homem público que busca o individualismo) pelo que os outros estão passando e acaba por embriagar-se em um consumismo compulsivo, consumismo que comanda os desejos do homem e ocupa o inconsciente da religiosidade, daí a necessidade de despertar o homem para a lógica da fé que orienta o homem para uma prática cristã voltada para o amor ao próximo, que aniquila a indiferença e o individualismo, pois a lógica do evangelho é firmada no conceito comunitário e de koinonia, o que impõe à prática pastoral um discurso contrário à lógica urbana do individualismo.


André Luiz Gomes Schröder 



A eklesia e o mundo virtual


A cultura virtual busca impor um novo paradigma de “igreja” que foge ao modo tradicional de koinonia, pois estabelece relações impessoais, eletrônicas, de comunidades em que seus membros se expõem parcialmente, segundo critérios preconcebidos de exposição e relação onde prevalece a máscara escolhida pelo personagem, em uma exposição simulada muito mais facilmente que na “vida real” ou “material”, como quer que seja, pois a relação se dá em um ambiente onde se torna mais ocultar a verdade ou a intenção.



O mundo virtual possibilita dinamizar a transmissão da mensagem do “evangelho”, dada sua agilidade, velocidade, baixo custo, alcance e acessibilidade. Para clarificar, apontamos o registro parcial da discussão no site “www.cristianismohoje.com.br”, em que se posiciona: “o que o apóstolo Paulo pensaria a respeito do nosso mundo cibernético: blogs, salas de bate-papo, mensagens instantâneas. Imagine suas cartas para todas as igrejas do Novo Testamento. Em vez de “Carta de Paulo à igreja de Éfeso” ele teria escrito “Os múltiplos e-mails para a igreja de Éfeso”. E em vez de esperar até poder visitar a igreja para resolver um problema ele teria enviado mensagens instantâneas”.



Ocorre que a fé cristã é construída sobre o alicerce da participação individual na vida comunitária, na relação interpessoal pelo vínculo do amor que requer a participação física para o batismo, a celebração eucatística, a comunhão pelo partilhar os sentimentos e sentidos humanos. A comunhão acontece quando as pessoas estão em pequenos grupos ou envolvidas em amizades um a um.



Nesse contexto que trabalhamos nossa fé, somos moldados em amor, paciência, mansidão e verdade. É essencial que o espaço físico da igreja promova isto. Parte do que torna o corpo de Cristo tão único é a reunião e a comunhão dos irmãos. Era verdade nas igrejas do Novo Testamento e continua a ser verdade nas igrejas atualmente.



A Bíblia discorda de quem diz que é possível seguir a Deus sem a comunhão da igreja. As Escrituras nos dizem: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns” (Hebreus 10.25). Portanto, a comunhão cristã virtual não pode ser considerada uma alternativa viável para a comunhão nos cultos da igreja. A comunhão cristã virtual certamente pode complementar a variedade da comunhão face a face.



Por fim, temos que a comunhão virtual não promove a práxis da fé em sua completude, pois as expressões do ser humano não podem ser limitadas a um relacionamento mecânico e virtual.


André Luiz Gomes Schröder









A eklesia e o mundo virtual


A cultura virtual busca impor um novo paradigma de “igreja” que foge ao modo tradicional de koinonia, pois estabelece relações impessoais, eletrônicas, de comunidades em que seus membros se expõem parcialmente, segundo critérios preconcebidos de exposição e relação onde prevalece a máscara escolhida pelo personagem, em uma exposição simulada muito mais facilmente que na “vida real” ou “material”, como quer que seja, pois a relação se dá em um ambiente onde se torna mais ocultar a verdade ou a intenção.



O mundo virtual possibilita dinamizar a transmissão da mensagem do “evangelho”, dada sua agilidade, velocidade, baixo custo, alcance e acessibilidade. Para clarificar, apontamos o registro parcial da discussão no site “www.cristianismohoje.com.br”, em que se posiciona: “o que o apóstolo Paulo pensaria a respeito do nosso mundo cibernético: blogs, salas de bate-papo, mensagens instantâneas. Imagine suas cartas para todas as igrejas do Novo Testamento. Em vez de “Carta de Paulo à igreja de Éfeso” ele teria escrito “Os múltiplos e-mails para a igreja de Éfeso”. E em vez de esperar até poder visitar a igreja para resolver um problema ele teria enviado mensagens instantâneas”.



Ocorre que a fé cristã é construída sobre o alicerce da participação individual na vida comunitária, na relação interpessoal pelo vínculo do amor que requer a participação física para o batismo, a celebração eucatística, a comunhão pelo partilhar os sentimentos e sentidos humanos. A comunhão acontece quando as pessoas estão em pequenos grupos ou envolvidas em amizades um a um.



Nesse contexto que trabalhamos nossa fé, somos moldados em amor, paciência, mansidão e verdade. É essencial que o espaço físico da igreja promova isto. Parte do que torna o corpo de Cristo tão único é a reunião e a comunhão dos irmãos. Era verdade nas igrejas do Novo Testamento e continua a ser verdade nas igrejas atualmente.



A Bíblia discorda de quem diz que é possível seguir a Deus sem a comunhão da igreja. As Escrituras nos dizem: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns” (Hebreus 10.25). Portanto, a comunhão cristã virtual não pode ser considerada uma alternativa viável para a comunhão nos cultos da igreja. A comunhão cristã virtual certamente pode complementar a variedade da comunhão face a face.



Por fim, temos que a comunhão virtual não promove a práxis da fé em sua completude, pois as expressões do ser humano não podem ser limitadas a um relacionamento mecânico e virtual.


André Luiz Gomes Schröder